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Há Lobo no Cais

Viagem ao fim do mundo – hipermercado ao sábado de manhã

 

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  Se nunca experimentaram, mantenham-se assim, na feliz ilusão do que é o inferno. Em minha defesa digo que fui enganado. Aproveitarem-se de ser sábado e ao acordar um homem dificilmente sabe o que diz ou faz. “Vens comigo ao híper…”, respondi “está bem”, erradamente. A viagem meio a dormir é a parte mais simpática, depois de lá chegares acordas de “estalo” e nem queres acreditar a onde foste parar.

Vamos falar por partes sobre o inferno:

 

Crianças – mas que pais, no seu perfeito juízo, levam crianças para ir fazer compras ao híper? Será que acham que é um excelente programa em família? Sejamos racionais, temos um pai, uma mãe, uma criancinha pela mão (a querer fugir) e outra num carrinho (a berrar), mais um carrinho para compra, há aqui algo de inteligente? Não seria “normal” dizer, “pronto Maria, hoje vais tu às compras enquanto eu aguento o forte com as crianças. Mas pra semana troca.”? Aposto que seria bem mais rápido, menos destruidor de neurónios e a família viveria “feliz para sempre…”. Atenção que isto não foi um caso isolado, o híper estava “infestado” de crianças cheias de energia a correr e gritar.

Velhotes – para começar, os carrinhos de compras são um bicho de sete cabeças para as velhotas, ao nível de te pedirem para conduzires um F1. Não só não andam em linha recta, como não têm a noção de “trânsito” e circular para direita. Resumindo “a estrada é minha, ando por onde quero e para onde quero”. Dai se entender os velhotes que pro lá andam a conduzir o carrinho, obrigados, com cara de “a reforma reservou-me isto? estava bem era no café a falar de bola…”.

“Pesar a fruta” – aqueles funcionários são treinados onde? É na NASA? É que pousas um saco com “algo” dentro e eles quase sem olhar e a controlar mais do que uma balança e no meio da confusão, colocam o código certo, olhos fantásticos. Agora, a confusão, mais uma vez fico a pensar, “será que é por ser sábado de manhã?”. Vejamos, dois funcionários, quatro balanças e sete filas. O pessoal não consegue organizar-se? Isso e ir pesar a fruta sem levar o carrinho (é mais um trator)? Toda aquela gente é a primeira vez que vai pesar fruta? Têm medo que lhes tirem do carrinho os pacotes de arroz ou as bolachas maria?

“Carrinhos cheios” - normalmente é “lixo”, as pessoas não têm controlo, não sabem escolher ou querem morrer cedo? Tudo comida de plástico, refrigerantes doces em quantidades industriais. Se é para revenda, deviam saber que existem outras superfícies em que se vende em quantidade e mais barato. Se bem que acho que é para consumo interno, pois sempre que aparece o dono ou dona do carrinho salta aos olhos o excesso de peso, coitados dos filhos.

“Filas para o castigo” - muitas vezes pensei “para que raio tantas caixas para pagar? só tem lógica para o natal…”, apaguei este pensamento do meu cérebro e substitui por “piiii, não têm mais caixas? É preciso matar alguém para sair daqui?”. Já vi engarrafamentos com menos carros a aparecerem no noticiário. Não pensem que estou a brincar, não ficou lá tudo e vim embora porque a minha irmã precisava daquelas compras para o trabalho e para me alimentar.

“Paz e sossego” – verdade, para não se ficar estupido, existe um “paraíso” neste “inferno”, encontrei lá uns dois ou três homens a recuperarem. Falo da secção dos vinhos, andavam por lá entretidos a ver tintos alentejanos, sem confusão nem empurrões. Uma outra secção pouco movimentada e que da para respirar calmamente, é a das cervejas, mas eu para essa tenho justificação, o pessoal que vai fazer as churrascadas ao fim do dia, só lá vem encher o carrinho da parte da tarde por agora ainda dorme.

Depois de ter sobrevivido a este “safari”, fiquei a saber para onde mandar aquelas pessoas que me chatearem ou que merecerem um grande castigo.

 

Nota – Também se morde outras coisas no facebook, curiosos?

 

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