Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Há Lobo no Cais

Tirem as tecnologias às crianças

 Li um artigo que dizia que as crianças até aos 2 anos não deviam ser expostas a equipamentos eletrónicos de qualquer género, já as crianças entre os 3 e os 5 anos poderiam ter contacto com smartphones, tablets ou jogos eletrónicos apenas uma hora por dia e dos 6 aos 18 anos, duas horas por dia, no máximo.

Mesmo sendo do mundo da eletrónica concordei, ainda antes de olhar para os argumentos avalizados cientificamente. Acho que não é preciso ser um génio para ver a dependência dos miúdos, muitas vezes incentivada pelos pais. Estes que em vez de os educarem, querem é que os filhos não os chateiem. Mas como diz um amigo, e bem, “foste tu que deste a queca, por isso trata deles”.

Quem não assistiu já a cenas do tipo, o puto faz birra na rua seguido de “toma lá o telemóvel para jogares e cala-te”. O puto quer brincar mas o pai não está para ai virado, tablet para as mãos e mais um qualquer episódio do que estiver na moda. O puto diz que não quer comer, que é como quem diz, berra, esperneia, cospe baba e ranho pois sabe que vem o telemóvel para cima da mesa a ver se come entre uma música e outra. Podia continuar por aqui fora com um role de exemplos em que nada se aproveita para no mínimo educar e, por tudo e por nada, despacha-se a criança para o “papá smartphone” ou para a “mamã tablet”. Bem vi pelos meus pais, ainda hoje não são grandes adeptos dos telemóveis e computadores, nunca tiveram problemas desses mas eram outros tempos.

Porém, uma vez que muito “pais” não são capazes de ver tais evidências, vou de seguida apontar alguns factos científicos.

Claro que há desenvolvimento na criança, mas o causado pela exposição excessiva a tecnologias pode gerar défice de atenção, atrasos cognitivos, aprendizagem deficiente, aumento da impulsividade e diminuição do auto-controlo, resultando em birras e cenas tristes que a mim, por vezes, dão vontade de ir lá e dar duas valentes chapadas nos pais.

Como os equipamentos tecnológicos limitam os movimentos, a consequência é o atraso no desenvolvimento físico das crianças, com impacto negativo no desempenho escolar e no seguimento chegamos à obesidade. Claro que não posso negar que têm uns polegares rápidos e fortes. Mas também não esqueço que uma criança que tenha destes equipamentos no quarto, aumenta em 30% o risco de sofrer de obesidade e todas as doenças associadas, como a diabetes. Mas isso não é preciso ser médico ou nutricionista para saber que rabo sentado não queima o jantar.

Claro que não havendo controlo do seu uso, e estando os mesmos constantemente com eles, sempre dá para mais um joguinho antes de dormir, ou dois ou trinta. Pois se os adultos já não rendem com menos horas de sono, imaginem as crianças que precisam de dormir mais. Claro que depois a culpa é dos professores, que não avaliam o facto de já ir no nível 1975 do jogo do mês.

Pais que se ligam cada vez mais à tecnologia, ou melhor, que ligam os filhos à tecnologia, estão sim a desligar-se deles. Que eu saiba o tempo da caçadeira à cabeça, porque se deu uma volta com a miúda, para obrigar a casar e ter filhos já lá vai.

Por isso façam um favor a vocês mesmo e só façam filhos se for como cantava a Simone, e não tendo de ser em Agosto, “quem faz um filho fá-lo por gosto.”

 

Nota – Também se morde outras coisas no facebook, curiosos?

 

Comentar:

Mais

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.