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Há Lobo no Cais

Que deus gostavas de criar?

 Numa dessas noitadas em que a conversa vai já acompanhada de umas quantas frescas e não havendo das outras frescas para meter conversa ou entreter os olhos ao olhar pró decote, fomos parar a uma conversa de deuses! É verdade, podíamos estar a falar de nós, mas não, falamos dos deuses da mitologia que “existem”, dos que deviam existir e da relação entre eles.

Claro que se falou do nosso amigo Baco, o deus do vinho e dos excessos. Não estivéssemos nós no “altar” do próprio e de copo na mão. Claro que o Baco é um sacaninha de primeira, grande amigo, mais um copo, mais um petisco, mais uma piada, mais uma paragem antes da última na roulotte… mas depois abandona para seres “atacado” numa qualquer rua escura a caminho de casa pelo trio, ressaca, azia e carteira vazia. Como não deste por ela, só no dia seguinte vais reparar o que tens contigo na cama. No caso dos homens o pensamento não anda longe de um “porra antes uma gorda ou feia aqui ao meu lado na cama”. Seria aqui que aquela entidade superior, que costumamos chamar quando estamos mesmo à rasca, nos salvava. Não, no caso dos copos não é a mãe, é o gregório. Devia subir ao patamar de deus, até porque a minha mãe está acima de qualquer deus mas em termos de copos é o diabo.

Pensem, existir um deus que orientava para casa sem quedas pelo caminho ou horas infinitas para meter a chave na fechadura de casa. Ou nas piores situações evitar que se durma no tapete da entrada da casa ou pior ainda ter a mãe a abrir a porta. E em vez de termos nós a ressaca, tê-la-ia ele, assim como as figuras triste e as sapatilhas salpicadas deixavam de ser problema nosso.

Até já o estou a ver, lá no tasco dos deuses sentado ao balcão a beber um chá e chegar o Baco:

Baco- “Grande Greg., a beber chá? Anima-te, bebe um copo, pago eu.”

Greg.- “Tu cala-te, meu cabrão, só te desejo uma pipa nos cornos…”

Baco- “de verde ou de maduro? Ahah, Tem calma velhote, que fiz eu? Esqueci-me de te convidar pra noitada de ontem!? “

Greg.- “Pois, tu fazes a festa, mas depois quem anda a “apanhar as canas” sou eu… estive até estas horas a deitar os bêbados que tu deixaste. Já vomitei por eles para cima de uma centena de vezes e estou aqui com uma azia que não se aguenta. Já os levavas a beber vinho decente e a comer algo menos pesado e gordurento.”

E lá ficariam os dois, Baco a pagar rodadas, Greg. agarrado ao chã a pensar quem de entre os deuses o poderia ajudar, trocando os poderes dos dois, nem que fosse só por uma noite.

Claro que para certas pessoas o ideal seria um “deus da escolha”, para acelerar as respectivas meninas na hora de vestir para sair. Já para outros meninos e meninas, seria um deus do desporto para ir correr por eles. Mas não existem, por isso, paciência para os primeiros e vão lá correr os segundos que bem precisam.

Depois ainda houve quem se lembrasse daquela piada, “ai eu tenho um corpo de deus… sim, sim, do Buda”, nem de propósito logo a seguir entrou a irmã dele pela porta, grande risota ao balcão e mandou-se vir mais uma para a conta do novo deus Greg.

 

Nota – Também se morde outras coisas no facebook, curiosos?