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Há Lobo no Cais

Pela boca morre o peixe…

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 Que nos dizem os grandes mestres sobre o falar e estar em silêncio? “Fala sempre menos do que gostarias”, “só se fala para melhorar o silêncio” e o nosso ditado popular não se engana, “pela boca morre o peixe”.

O problema é que temos agora uns “mestres”, seja na politica, desporto ou cultura, que falam demais, falam mal, falam o que não devem, mas acham que estão certos e acima dos restantes mortais. Esquecem-se que uma opinião é apenas isso, que não existem nem certas nem erradas, que cada um tem a sua. Mas como a deles é “única e certa”, em consequência disso esticam-se ao comprido. Na vida não interessa quem faz mais barulho, mas quem em silencia vai passando as etapas. Sempre considerei os ninjas um exemplo de eficácia, eficiência, rapidez de execução, mas Já ouviram falar de algum barulhento?

 

Não digo que não há virtude no falar, que não é necessário, mas é bom tem em atenção que no silêncio há equilíbrio e estabilidade. O falar introduz a mudança, uma nova dinâmica. Falar pode significar o erro, a perda, como pode também significar a conquista, e o acertar. Realmente isso é parte fundamental da vida e só não erra quem não tenta. Mas uma coisa é tentar, falhar, aprender e mudar, sem dar uma de “mestre”, arriscar por ser preciso mas não numa atitude de arrogância do “eu é que sei”, “eu sou o maior”, até porque quanto maior, maior é o tombo.

Convém sempre ser comedido ao falar e exteriorizar somente o que for necessário. Quando as palavras escapam, seja através da língua que não seguram dentro da boca ou da escrita, pior ainda, que dá para reler e corrigir antes de expor ao mundo, torna-se bem difícil controlar os efeitos que elas provocam. Pode-se pensar sempre tudo que queremos, mas o que omites, não vai causar estragos.

Isso do “quem tem boca vai a Roma” não é bem assim, que já todos ouvimos alguém opinar e a única coisa que pensamos é “de que parte do corpo saiu tal paleio?”, tal a diarreia verbal proferida. Nessa altura devemos lembrar que o provérbio “quem tem boca vai a Roma” está errado. É verdade, a forma correta é “quem tem boca Vaia Roma” (no sentido de vaiar as politicas que eram impostas às colónias pelos imperadores romano), algo que estes mestres bem mereceriam, mas não iam entender.  

 

 Nota – Também se morde outras coisas no facebook, curiosos?

 

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