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Há Lobo no Cais

Grande demais para ser mini…

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 Que dizer de um evento, para o qual foste convidado para conhecer um carro, no qual não sentaste o rabo?

Vamos lá ver, foi uma noite bem passada enquanto “festa de amigos para beber um copo”, “evento para dar trabalho a amigos” ou “chefe, o marketing ta a trabalhar”, agora efeitos práticos, nenhuns.

 

Vamos por partes, o casting foi muito bem feito, mesmo escolhido a dedo. Todas as meninas de camisa branca despertavam a atenção de qualquer homem presente. Estava já feito metade do caminho, no entanto esqueceram-se da “formação comercial”. Era só aproximarem-se dizerem “boa noite, vamos conhecer o carro?”, todos iriam e após uma aproximação ao carro ainda conseguiam marcar uma série de visitas para a semana seguinte nas instalações da marca para um test-drive. Desculpem-me as senhoras, mas, carros, é das poucas áreas que ainda são mercado masculino, quantas de vocês sabem dizer algo mais do que “é bonito”, “é feio”?

Falemos que copos agora, sei que o gin, a vodca e suas misturas é algo que está na moda e as meninas gostam. Mas quem compra os carros? Quem tem dinheiro. Sejamos honestos quem tem dinheiro, nomeadamente o pai. A maioria prefere coisas mais tradicionais, racionais e vão preferir um vinho ou mesmo uma cerveja. Possível negócio e ressaca não andam de mão dada, então porque é que estes são atirados para segundo plano e estão a dar importância a quem só foi prá festa e tirar umas fotos?

Não estamos a falar de um carro utilitário, nem de uma feira de carros em 2ª mão. Então porque é que entra toda a gente? Calma, não tenho a mania nem gosto de cenas elitista. Mas se falamos em gastar dinheiro, sou do mais racional e focado em objectivos e um carro deste não está ao alcance de toda a gente, como tal, mais controlado mais probabilidade de encontrar potenciais clientes. O mais difícil é sempre o mas apetecível. Já agora, venderam quantos na apresentação?

E não comecem a dizer “tu és engenheiro não entendes nada disso”, sou e gosto muito, mas também tenho curso de marketing e vendas.

Já agora, um extra, dá-me vontade de rir o quanto gastam as marcas que recuperam “nomes” icónicos em vez do próprio carro. Isso e a vergonha em usarem os originais no marketing, olhem que acho que iriam admirar-se da atracção mediática que esses iriam ter.

 

Nota – Também se morde outras coisas no facebook, curiosos?