Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Há Lobo no Cais

Gostas de ser roubado?

 computador_hardware-600x400.jpg

 Eu sei que nem toda a gente tem um irmão, namorado, amigo ou o raio que seja engenheiro, que lhe abra os olhos e impeça de caiar no “conto do vigário”. Tirando aquelas pessoas que querem comprar “status” ou uma coisa bonita pra ter na mesa, nos dias de hoje comprar um computador é um bocado isso mesmo.

Mas vamos falar para as pessoas normais, que querem algo que não lhes traga problemas e ao melhor preço.

Para começar, são muito poucas as áreas de atividade em que realmente se precisa de uma máquina de topo, que faz diferença, o material para os programas funcionarem sem gaguejar e nós não termos de estar sempre a dizer “ai que vais voar pela janela”.

Agora, o que é fundamental para a máquina se manter com uma performance aceitável?

 

Na minha opinião é a memória RAM, é onde os programas são colocados a correr, é a memória de trabalho. 2GB são aceitáveis, 4GB chega e sobra para tudo que necessitamos, mesmo uma ou outra aplicação um pouco mais “pesada”. Se só tiver 2GB podem sempre mais tarde (daqui a 1 ou 2 anos) aumentar para 4GB e a um preço mais baixo.

Em segundo plano vem o processador, embora seja o “cérebro” da máquina, não é preciso escolher o mais “poderoso”, não vai ser posto à prova. Quem precisa no dia-a-dia de ser o Einstein e resolver problemas de física quântica? Agora se for um que tenha gestão de energia é algo a ter em atenção. Não só vai permitir que a bateria dure mais tempo, como garante um menor aquecimento da máquina. Lembrem-se que uma máquina que aquece muito terá pior desempenho. Um Dual Core é uma escolha já muito boa, um Quad Core já vai subir o preço e acreditem que não ficam a ganhar grande melhoria no funcionamento da máquina, mas se for promoção, é aproveitar.

O que realmente importa já está referido, a partir daqui tudo que se vai falar é um bocado secundário, mas lembrem-se que depende do tipo de utilização.

A bateria é uma dessas características, dar ou não atenção vai depender do local de utilização e disponibilidade de tomada. Atualmente é recomendável o uso de baterias do tipo íons de lítio. Estas costumam ter carga mais duradoura, com vida útil maior e não acrescentam custo considerável. No entanto, se a máquina é pra ser utilizada sempre em local com fácil acesso a uma tomada, então uma barata não será problemático.

Em termos de disco, passei a ser adepto dos SSD, são a tecnologia mais recente e uma alternativa interessante. Este tipo de dispositivo ocupa pouco espaço físico e pesa menos que a outra alternativa. Mais leve e fino é sempre interessante, já que pessoalmente não gosto de andar carregado, mas existe sempre quem não se importe de ser “burro de carga”. Além disso, SSDs são muitos mais rápidos no acesso aos dados, permitindo inclusive que o sistema operativo inicialize com maior velocidade. Sendo mais caros, o normal é colocarem disco mais pequeno para equilibrar o preço, no entanto considero que nos dias de hoje toda a gente tem um disco externo, pelo que não é necessário fazer do portátil um “armazém”.

Em termos de ecrã, vai ser uma questão de “gosto”, prefiro portáteis “pequenos”, 13”. No entanto aceito que a maioria das pessoas opte por dimensões maiores. Agora máquinas com 17” vão ser não portáteis, mas transportáveis que vão dar muitas dores nas costas.

Placa gráfica é um elemento que tirando os casos já referidos de funções específicas só é realmente relevante para quem usa muito a máquina para jogar e ainda assim para um nicho de jogos específicos. Não me parece que seja um problema uma vez que é uma coisa mais de sub-18 ou nerds. Uns e outros sabem bem o que escolher. Ainda assim será sempre bom verificar se a mesma tem a memória dedicada (apenas para uso da gráfica) ou se é uma que tem a memória partilhada (nestes caso utiliza parte da RAM, sendo indicado ter 4GB de RAM).

Depois se tem leito de CD/DVD, penso que não é relevante, só vai aumentar o tamanho da máquina, com os discos externos, pens e cartões de memória não fazem grande falta.

Já em termos de conectividade, não esqueçam de passar os olhos pelas características, faz diferença. Vamos lá ver, deve ter pelo menos duas portas USB, sendo três o ideal. Uma delas deve ser já USB 3.0, um padrão mais rápido e útil, por exemplo, para ligar disco externo, uma vez que a transferência de dados é mais rápida.

Deve ter uma porta HDMI. Esta permite ligar o portátil a uma TV ou projetor, o que para uma apresentação ou ver um filme será muito interessante.

Wi-Fi, o estranho seria não ter, afinal é a forma mais comum de nos ligarmos a uma rede com acesso à internet na atualidade. A outra forma será ter uma porta Ethernet para ligação por cabo. O normal é ter as duas formas de acesso.

Um outro elemento não fundamental, é ter leitor de cartões SD, torna mais fácil a transferência de ficheiros, nomeadamente a transferência de fotos a partir de uma câmara digital.

A última dica que deixo é uma opção pessoal, é o que eu faço. Opto sempre pela máquina que tendo todos os elementos fundamentais com os mínimos indispensáveis acima referidos tiver o mais baixo preço. Ora vejamos, a garantia é de dois anos, pelo que durante esse período qualquer problema não terá custos. Se foi “barato”, após esse período, fazer o tal upgrade de RAM será uma atualização barata que vai melhorar o desempenho da máquina e fazer que dure mais uns dois anos. Após isso é altura de começar a pensar em algo novo, as tecnologias evoluem muito rápido. E mesmo que tivessem investido mais dinheiro na compra inicial, a máquina já estaria desatualizada. Agora pensem, se investirem por exemplo 400€ hoje daqui a 4 anos será mais fácil pensar em substituir do que se tiverem dado 700€ e o que pouparam dá quase para um novo nessa altura, que mesmo que seja “fraco” será bem melhor que o “bom” comprado hoje.

 

Nota – Também se morde outras coisas no facebook, curiosos?