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Há Lobo no Cais

Devias ter um engenheiro, não há melhor…

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“Engenheiros, raio de raça boa.” Ouvi isto e comecei a rir. Que são difícil de entender e complicada de início, mas quem os compreende entende que são os maiores e que valem todo o trabalho que dão. Se concordo, claro que sim e eu sou um deles.

Agora, quais são então as vantagens de ter um engenheiro à “mão”, como quem diz a dar-nos a mão? Vamos lá fazer uma viagem pelo que é "ser engenheiro"… uma espécie de “insider trading” para quem quiser um parceiro de luxo.

“Organizados”, calma, não comessem a rir. Os engenheiros têm sempre um plano a correr na cabeça, existe sempre um projeto que está a ser implementado pelo que pode-se sempre contar com eles para um plano B. Agora que a sua organização pode parecer confusa é algo que se confirma. No entanto os engenheiros são caoticamente organizados, sabem sempre em que monte de tralha está a “ferramenta” para a situação que lhe apresentares. Ou seja, fim-de-semana, viagem, futuro ou mesmo IRS, ele tem sempre plano para te salvar. Noutro tipo de “problema” a sua improvisação é excelente.

“Trabalhar sob pressão”, pois é, agora não tens a mínima hipótese de rir, sabes que é real mesmo antes de qualquer explicação. Mais do que as situações em que lhes dizem “esse projeto é para ontem” onde o engenheiro é especialmente bom é nas situações de “e agora, rebentou!”, nem mais, vem ao de cima o MacGyver que existem em cada engenheiro e seja com o canivete, com o arame ou com a chiclete, uma solução vai aparecer. Foi algo feito em cima do joelho? Foi. É algo que vai ser solução definitiva? Não. Mas salva o momento, ganha tempo e o desastre não acontece. Quem não quer alguém que aguenta o barco a flutuar quando pensas que tudo estava perdido?

“Bons professores”, se não o fizerem como vão arranjar solução para o projeto? Primeiro têm de ter capacidade de ir buscar informação a diferentes fontes, a tecnologias estão sempre em evolução. Depois de com o A+B, que já dominava, chegar ao como se faz com o C, a nova tecnologia, vai ser preciso explicar isso a quem tem de implementar o projeto. Se não fores “professor”, vai durar pouco tempo na profissão, vais dar barracada quando a máquina não tiver o parafuso enfiado na porca. Isto tudo para dizer que o engenheiro vai saber explicar à Maria como programar a nova box pra gravar a novela ou mesmo como desligar a porra do despertador numa manhã de sábado sem ter de o atirar contra a parede.

“Errar e corrigir”, que é como quem diz, não são pessoas de desistir. Há um problema para resolver, então é porque há uma solução a descobrir. Não funciona a primeira, tenta-se segunda, também não dá? Terceira. Se o projeto é bom e válido, vamos lá chegar, custe o que custar. Quem não quer alguém que se empenhe assim, que reconheça erro e procure solução? Claro que tens de fazer com que valha a pena, projetos menores são sempre descartados por desafio superior.

Sei que não devia dizer isso, mas para terminar fica a dica, os mais modernos são além de tudo o resto excelentes para “donas de casa”. É verdade, além do já tradicional arranja tudo, seja estores, secadores, tomadas, batedeiras, similares e um ou outro vibrador, hoje em dia ainda cozinham bem, lavam loiça e usam o aspirador. Agora toda a perfeição tem de ter defeitos ou seria uma utopia, pelo que evitem pedir para passar a ferro, vai queimar a roupa.

Pois é, quem tiver a sorte de lhe sair um engenheiro na rifa, que aproveite as qualidades e talentos (e que talentos, mas não posso ser mais explicito, só em privado).

 

Nota – Também se morde outras coisas no facebook, curiosos?

 

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