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Há Lobo no Cais

A lógica da vida é pensar como criança

Calvin Crescido Rodrigo Chaves.jpg

 As pessoas têm a tendência para levar tudo muito a sério, que só podem ser adultas se esquecerem a criança que existe dentro delas. Não sei quem o disse, mas disse-o certo, “a vida é demasiado séria para ser levada a sério” e a verdade é que esquecemos de viver sempre que esquecemos as regras das crianças. As crianças estão a aprender, a crescer sem nunca deixarem de brincar, pelo menos as que não são forçadas pelos adultos a deixarem de o ser. Olhem à vossa volta e encontrem um adulto que considerem que é uma pessoa feliz, que é alguém com quem é agradável estar, alguém que dá um pouco de inveja e verifiquem se não cumpre a maioria das regras das crianças que vou apresentar:

 

As crianças estão sempre em paz com o passado. E não digam que as crianças não têm passado, ou que pouco lhes aconteceu. O castigo injusto, o miúdo que lhe bateu na escola, o adulto que promete e falhou e outras mais são na dimensão deles, são importantes e são sempre recentes que a vida deles é ainda curta. Mas eles perdoam sempre, esquecem e seguem em frente sorridentes e sem levar peso extra nas costas.

As crianças não ligam ao que os outros pensam. Provavelmente a mais importante para a vida, vivemos demasiadamente preocupados com os outros, com a sociedade, “que vão pensar de mim!?”. Na cabeça de uma criança o que os outros pensam, não é problema dele. Ele quer viver e por isso se vai ficar todos sujo de brincar na lama é algo que não o atrapalha. As calças não combinam com a camisola e muito menos com o chapéu! Na certa é daqueles que respondeu “mas eu gosto assim” quando a mãe lhe disse “mas nelinho, essas cores não combinam”.

São a própria razão de serem felizes, não ficam à espera que terceiros os completem. Não têm brinquedos, sem stress, ele encontra uma caixa, um pau ou outro qualquer objeto com que brincar. Não tem amigos presentes, sem stress, ele basta-se e se necessário for, chama o amigo imaginário para a conversa funcionar. Se a deixarem, qualquer situação ou local é local para ser feliz.

Não pensam demais. As crianças e a sua curiosidade, querem saber tudo e perguntam sobre tudo. No entanto não têm a necessidade de saber todas as respostas. E vivem bem com isso, considero até que lhes é mais importante a pergunta, o colocar a questão, o mostrar que estão atentas ao que as rodeia do que a resposta em si mesma, um “atenção que eu não estou a dormir!” ou um “posso ter cara de miúdo, mas de perguntas percebo eu”.

Sorriem, sorriem sempre. Seja em que situação for as crianças têm sempre um sorriso pronto. Seja para elas, seja para dar aos outros. “don´t worry, be happy”, os problemas não se vão resolver por estares triste.

Quem já não sentiu o dia ficar melhor apenas porque uma criança ou mesmo um adulto (criança) nos sorriu, nos fez sorrir? Por esse motivo e por todos os outros é uma boa ideia ir ao baú recuperar a criança que existe em nós.

 

 Nota – Também se morde outras coisas no facebook, curiosos?